D’Alessandro, no hotel onde o Inter estava concentrado para o jogo contra o Figueirense, soltou gritos de indignação no momento em que o Belgrano marcou o gol do empate por 1 a 1 com o River Plate, neste domingo. No lance, estava escrito que o clube que formou o camisa 10 colorado seria, pela primeira vez, rebaixado no Campeonato Argentino. D’Ale, de longe, sofreu com o pior dia da história do clube pelo qual ele não cansa de declarar o seu amor.
O meia foi criado no clube do Monumental de Nuñez. Passou por todos os estágios das categorias de base lá. Até frequentou a escola nas dependências do River. O sonho dele é encerrar a carreira no clube. Naturalmente, foi um dia de dor para D’Alessandro, um dos melhores em campo na goleada de 4 a 1 sobre o Figueirense, no Beira-Rio – deu os passes para os dois primeiros gols, de Bolívar e Oscar.
- É muita tristeza. É inacreditável o que aconteceu, o que houve na Argentina. É minha segunda casa na Argentina. Estou muito triste – disse D’Alessandro.
O jogador se solidarizou com a dor dos torcedores milionários. Fanáticos do River Plate choraram muito depois do jogo. As cercanias do estádio viraram um campo de batalha, com a torcida revoltada.
- Fiz força daqui. Não imagino como está a torcida. Está de luto. É o melhor time da Argentina. Ninguém imaginava esse fim, essa tristeza. Fico triste - acrescentou.
D’Alessandro opinou que o rebaixamento não é exatamente consequência da última temporada. Ele criticou o trabalho realizado nos últimos anos no clube.
- É um trabalho mal feito há anos. Não é de agora. Não é nesse último campeonato. É muita tristeza – lamentou o camisa 10.