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21/06/2011 14:09

Após 24 anos, Aguirre tenta brecar Neymar para ser bi da Libertadores

Treinador do Peñarol fez o gol do último título da competição ao time uruguaio e pensa em maneira de anular atacante santista mais uma vez

 
Diego Aguirre peñarol (Foto: AFP)Diego Aguirre, técnico do Peñarol (Foto: AFP)

Uma decisão da Taça Libertadores não chega a ser novidade para o técnico Diego Aguirre, do Peñarol. Autor do gol que deu o título ao time uruguaio em 1987 - a quinta do clube na competição continental - , o ex-atacante se lembra com ternura daquelas decisões com o América de Cali-COL. Mas sabe que agora, aos 45 anos, carrega uma responsabilidade muito maior para o jogo das 21h50m desta quarta-feira, contra o Santos, pela finalíssima da Libertadores.

- A responsabilidade é diferente. Como jogador você não tem ideia do que está em jogo, pois é muito jovem. Agora, como treinador, é muito grande. De uma forma ou de outra, são duas chances incríveis - disse Aguirre ao Globoesporte.com, um dia depois do 0 a 0 com o Peixe no Centenário, na semana passada.

- Como técnico é mais pressão. Mas é uma pressão boa, pois é pela glória. É impossível eu ser decisivo como em 1987. Mas tento fazer o melhor para o time – emendou.

Aguirre sabe que sua missão com a equipe carbonera não será fácil. Jogando em casa, o Santos ainda não perdeu nesta edição da Libertadores. Em seis partidas, o Peixe venceu quatro (Colo Colo, Deportivo Tachira, América-MEX e Cerro Porteño) e empatou duas (Cerro Porteño – na fase de grupos - e Once Caldas).

- Vamos tentar, mas está difícil. O Santos é um grande time, com jogadores que são craques. Mas o Peñarol, historicamente, já ganhou cinco taças da Libertadores fora do país. Tem uma história que dá força para pensar que é possível. Nesta Libertadores, passamos sempre como visitantes. Tem 90 minutos ainda para a decisão e na quarta vamos saber – afirmou o treinador.

Um dos pontos difíceis que Aguirre terá de neutralizar novamente é o atacante Neymar. No jogo do Centenário, o atacante pouco conseguiu produzir porque foi bem marcado pelo zagueiro Alejandro Gonzalez, que jogou improvisado na lateral. Em contrapartida, ele tem de pensar em uma maneira de livrar Martinuccio, seu principal jogador, da marcação alvinegra.

- O jogo passado foi muito fechado, com emoção, nervosismo. E isso acontece (estrelas bem marcadas). Vamos tentar soltar o Martinuccio. Mas antes temos de parar o Neymar, Ganso, Elano. São muitos craques. Depois veremos como vamos fazer com Martinuccio.