serie a
corinthians é campeão brasileiro
por sccc-sports são paulo
Em um campeonato marcado pelo equilíbrio técnico, venceu quem foi mais regular. Líder em 27 das 38 rodadas, o Corinthians teve de esperar até o último jogo para celebrar seu quinto título brasileiro. A festa em um Pacaembu lotado só veio depois do sofrimento que a Fiel tanto aprendeu a saborear ao longo de 101 anos de história. Com o arquirrival Palmeiras disposto a estragar qualquer comemoração, o Timão lutou para superar o nervosismo, empatar por 0 a 0 e voltar a ser campeão nacional depois de seis anos. No fim do clássico, uma briga generalizada entre os jogadores após Jorge Henrique dar um chute no vácuo, marca registrada de Valdivia. João Vítor, do Verdão, e Leandro Castán, do Corinthians, foram expulsos, juntando-se a Valdivia (Palmeiras) e Wallace (Corinthians), que receberam vermelho durante a partida.
O sofrimento do Corinthians, porém, acabou antes do apito final. No Rio, o Vasco não passou de um empate por 1 a 1 contra o Flamengo, no Engenhão, e ficou com o vice-campeonato. Como a partida no Rio acabou antes, a Fiel explodiu minutos antes de o jogo acabar no Pacaembu. O Timão encerra o Brasileirão com 71 pontos contra 69 dos cariocas. Já o Palmeiras fica com 50, em 11º, classificado para a Copa Sul-Americana.
Willian, do Corinthians, disputa com Gerley, do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)O domingo, porém, começou triste para os corintianos. O ídolo Sócrates, de 57 anos, morreu durante a madrugada, em São Paulo, vítima de um choque séptico. O ex-jogador foi homenageado pelo Timão antes da partida no Pacaembu com uma faixa colocada no gramado com uma frase dita pelo craque: "O Corinthians não é um time e uma torcida. É um estado de espírito". Crianças formaram o número 8 no campo e receberam a equipe com o braço direito levantado e o punho fechado, comemoração característica do "Doutor" em suas comemorações. O gesto foi repetido pelos titulares corintianos durante um minuto de silêncio.
CRUZEIRO 6 X 1 ATLETICO-MG
Pressionado pelo risco de rebaixamento, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG sob o drama de poder cair para a Segunda Divisão empurrado pelo maior rival. A insegurança, a aflição e o temor eram flagrantes no rosto de cada jogador e de cada torcedor celeste. Mas, assim que a bola rolou, o time da Toca da Raposa colocou os nervos em ordem e simplesmente massacrou o adversário, aplicando a maior goleada da história sobre o Galo. O placar de 6 a 1 fez justiça à equipe que jogou melhor e que esteve mais concentrada em campo. Apenas no primeiro tempo, o Cruzeiro fez quatro gols, com Roger, Leandro Guerreiro, Anselmo Ramon e Fabrício. Na segunda etapa, Wellington Paulista e Everton ainda fizeram mais dois, e Réver descontou para o Galo.
O Atlético-MG não conseguiu jogar, diante da marcação imposta pelo Cruzeiro, e, para piorar, a defesa alvinegra, até então a melhor do segundo turno do Campeonato Brasileiro, falhou em várias oportunidades. Os atacantes cruzeirenses, comandados pelo meia Roger, o melhor atleta em campo, levaram vantagem em quase todas as jogadas.
Com o resultado, o Atlético-MG se manteve com 45 pontos e caiu para a 15ª posição na tabela de classificação. O Cruzeiro, com mais três pontos, chegou aos 43, na 16ª colocação. Com o resultado, ambos se livraram do rebaixamento, mas também não conseguiram vaga na Copa Sul-Americana.
Agora, as duas equipes entram em férias e voltarão apenas em janeiro, na pré-temporada preparatória para a disputa do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro, atual campeão, estreará na competição estadual no dia 29, em Ipatinga, diante do Nacional, de Nova Serrana. O Atlético-MG, por sua vez, vai encarar o Boa Esporte, também no dia 29, na Arena do Jacaré
BOTAFOGO 1 X 1 FLUMIENSE
Botafogo e Fluminense se despediram do Campeonato Brasileiro com um empate em 1 a 1, neste domingo, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O resultado acabou com a esperança no milagre alvinegro de conquistar a vaga na Taça Libertadores. Fred fez o gol tricolor e chegou a 22, um a menos que artilheiro da competição, Borges, do Santos.
O Fluminense, pelo menos, conseguiu seu objetivo, que era manter a terceira colocação (63 pontos) e evitar a necessidade de passar pela fase eliminatória da Taça Libertadores, tendo que enfrentar o Real Potosí, da Bolívia, numa altitude de quatro mil metros. No entanto, o time repete a marca negativa de 1921, quando ficou uma temporada inteira sem vencer clássicos.
Nono colocado com 56 pontos, o Botafogo, mais uma vez, terá de se contentar com a disputa da Copa Sul-Americana, desprezada pelo clube nesta temporada.
Depois de cinco derrotas seguidas, o Botafogo ainda começou o jogo atacando na esperança de que Coritiba, Figueirense, Internacional e São Paulo não vencessem seus jogos. Mas, aos cinco minutos, tomou uma ducha de água fria quando Fred aproveitou cruzamento de Diguinho e a falha de Cortês para matar no peito e abrir o placar.
INTERNACIONAL 1 X 0 GRÊMIO
Em um estado onde o futebol é muito mais do que um jogo de bola, onde sujeitos correndo de vermelho ou de azul formam a identidade cultural de um povo, há duas tatuagens na pele de boa parte dos habitantes: o clássico Gre-Nal e a Libertadores da América. Experimente juntar as duas coisas. Tente imaginar o que seria vencer um Gre-Nal e, por causa dele, ir para a Libertadores da América. Ou pergunte a um colorado. Ele saberá responder o que representa a junção dos sentimentos, porque o Inter, com vitória de 1 a 0 sobre o Grêmio neste domingo, no Beira-Rio, garantiu presença na edição de 2012 da maior disputa do continente – aquela mesma que vermelhos e azuis ganharam duas vezes cada.
Foi um Gre-Nal histórico, reunindo um time louco pela vitória e outro doido para evitá-la. O Grêmio não foi mal. Deu provas factuais disso ao mandar duas bolas na trave de Muriel. Mas quem ganhou foi o Inter. Quem foi à Libertadores foi o Inter. O domingo é dos colorados. O fim do ano é deles.
O gol do Inter, nenhuma novidade, foi de D'Alessandro, a melhor figura em campo. Ele cobrou, no segundo tempo, pênalti sofrido por Oscar. Assim, permitiu que o Inter fechasse o Brasileirão na quinta colocação, com 60 pontos. O Grêmio vai para a Sul-Americana.
AVAÍ 1 X 1 FIGUEIRENSE
Em partida com muita violência e pouca qualidade, Avaí e Figueirense ficaram no 1 a 1 na Ressacada, neste domingo. Gosto de vitória para o Leão, que, em sua casa, travou o arquirrival e impediu a sonhada classificação para a Libertadores. Diogo Orlando, para o Avaí, e Héber, para o Figueira, marcaram os gols.
Vale destacar que nem mesmo uma vitória classificaria o Figueira para a Libertadores, pois não houve a combinação de resultados necessária.
SÃO PAULO 4 X 1 SANTOS
O milagre precisava ser muito grande. Vitória sobre os reservas do Santos e ainda torcer para que Coritiba, Internacional e Figueirense não vencessem seus jogos. Entre 17h13m e 18h21m, tudo parecia conspirar a favor, e o São Paulo estava garantido na Taça Libertadores da América de 2012. Mas a tão sonhada combinação de resultados não aconteceu, e o Tricolor fecha mais um ano com desempenho abaixo do esperado.
Eliminado no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, o time comandado por Emerson Leão até que fez a sua parte neste domingo ao golear o Peixe por 4 a 1, mas a vitória do Colorado sobre o Grêmio por 1 a 0, no Beira-Rio, fez o domingo tricolor acabar em pesadelo. O clássico que encerrou o nacional para os dois paulistas foi realizado na tarde deste domingo, no estádio Romildo Gomes Ferreira, em Mogi Mirim
Com a vitória na despedida, os são-paulinos terminaram o Brasileirão na sexta colocação, com 59 pontos, seis a mais que o Peixe, que terminou em décimo. Mas, se para o Tricolor 2011 já acabou, para o Santos o melhor começa agora. O alvinegro praiano embarca nesta segunda para o Japão para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, em busca do seu terceiro título da história.
BAHIA 2 X 1 CEARÁ
O Bahia fez da partida de despedida de Pituaçu em 2011 uma grande festa. Diante de 36.024 torcedores, os jogadores do Tricolor entraram em campo com a logomarca da Arena Fonte Nova estampada na camisa, em vez do símbolo da construtora que patrocina o clube. Tratava-se de uma homenagem aos trabalhadores da construção do novo estádio, que em breve será a casa do time baiano. Na arquibancada, não faltaram provocações ao maior rival, Vitória, que não conseguiu o acesso à Primeira Divisão. Milhares de pequenos aviões de papel foram atirados ao campo, em alusão a uma campanha da torcida do Rubro-Negro baiano, que dizia que a equipe voltaria para a Série A “de avião”.
Do outro lado, o Ceará mostrou ainda na escalação que estava disposto a partir para cima desde os primeiros minutos. O técnico Dimas Filgueiras escalou o Vozão com três atacantes: Marcelo Nicácio, Osvaldo e Felipe Azevedo. A goleada do Cruzeiro sobre o Atlético-MG, aliada à iniciativa do Bahia, que começou na frente, desestabilizaram a equipe. Mas, apesar de nervoso dentro de campo, o Ceará não desistiu e deu trabalho ao Tricolor baiano até o último minuto.
Com o resultado de Pituaçu e o triunfo da Raposa sobre o Galo, o Bahia garantiu vaga na Sul-Americana, depois de 22 anos sem disputar uma competição continental. Já o Vozão, que lutou com dignidade, foi rebaixado para a Segunda Divisão.

A vitória na tarde deste domingo, na Arena da Baixada, foi do Atlético-PR. Resultado insuficiente para o Rubro-Negro, que volta à Série B do Campeonato Brasileiro após 16 anos seguidos na elite nacional. Resultado péssimo para o Coritiba, que cai para a oitava posição e desperdiça a chance de voltar à Taça Libertadores após sete anos.
O gol de Guerrón ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo, quando o rebaixamento rubro-negro já estava selado (uma vez que o Cruzeiro vencia o Atlético-MG por 5 a 1). Apesar disso, a torcida rubro-negra fez uma bela festa, cantou o hino e músicas de incentivo até o final.
Ao Coritiba, restou comemorar a queda do maior rival. Com as vitórias de São Paulo (que fez 4 a 1 sobre o Santos) e de Internacional (que venceu o Grêmio por 1 a 0), a equipe alviverde - que precisava vencer para se garantir no G-5 - caiu para a oitava posição.
Paulo Baier e Leandro Donizete disputam a bola no clássico Atletiba (Foto: Heuler Andrey/Agência Estado)Empate na Arena. Gols, apenas dos concorrentes
O técnico Antônio Lopes aproveitou o mistério realizado durante a semana e surpreendeu na escalação do Atlético-PR. Apesar de garantir que Wendel seria titular na lateral direita, a camisa 2 ficou com Wagner Diniz. Além disso, o volante Cleber Santana ganhou a vaga do meia-atacante Marcinho. Com o meio-campo fortalecido, o Furacão teve domínio da partida no início e teve a primeira chance de gol. O meia Paulo Baier bateu mascado, e a bola passou perto. Na sequência, o atacante Federico Nieto, em chute cruzado, também ficou no quase.
O Coritiba - com Leandro Donizete, Everton Costa e Marcos Aurélio entre os titulares – tinha dificuldades para chegar ao gol rubro-negro. O time de Marcelo Oliveira abusava dos lançamentos longos e das jogadas de bola parada. Antes dos 35 minutos, a torcida alviverde comemorou duas vezes – ambas por gols do Cruzeiro, que já vencia o Atlético-MG por 3 a 0, resultado que rebaixava o Atlético-PR.
O time da casa, talvez abatido pelo placar de Sete Lagoas-MG, diminuiu o ritmo. A partida ficou concentrada ao meio-campo, com vários erros de passe e faltas. O Coritiba aproveitou a queda de rendimento do Rubro-Negro e cresceu no jogo e teve duas oportunidades claras. Everton Costa, em batida cruzada, e Léo Gago, em cobrança de falta, pararam em Renan Rocha. Antes do intervalo na Arena da Baixada, o Cruzeiro fez o quarto gol em Minas Gerais. Na saída do vestiário, o volante Marcelo Oliveira comentou sobre o resultado da Raposa:
Nem estou sabendo. Tem que esquecer lá e fazer o nosso – comentou Oliveira.
O empate em Curitiba também era péssimo para o Coritiba. Isso porque o São Paulo, concorrente do alviverde na briga por uma vaga no G-5, vencia o Santos por 3 a 0 e tirava o Coxa da zona de classificação.
Tem que melhorar, voltar com ainda mais força e buscar essa vitória – resumiu o meia Rafinha.
Vitória do Atlético-PR. Tristeza de ambos
Assim como o primeiro tempo, o segundo também começou com domínio rubro-negro no mas foi marcado pelo equilíbrio. Apesar de precisar vencer para chegar à competição continental, o Coritiba recuava e apostava nos contra-ataques. E foi assim que ele quase abriu o placar com Rafinha, que chutou à esquerda do gol de Renan Rocha após cruzamento de Jonas. Na melhor oportunidade alviverde, Bill - que tinha acabado de entrar - recebeu livre na marca do pênalti e furou.
Com a vitória parcial do Cruzeiro - que vencia por 5 a 1 -, o rebaixamento rubro-negro estava selado. Apesar disso, a torcida cantava o hino e músicas de incentivo. E o time continuava em busca do "gol de honra". O mais perigoso era o equatoriano Guerrón, que jogava às costas de Lucas Mendes. Porém, os cruzamentos para Paulo Baier e Nieto não tiveram resultado.
Do lado alviverde, a apreensão crescia a cada minuto. Principalmente após o gol do Internacional, que fez 1 a 0 sobre o Grêmio. Em busca do gol que o garantiria no G-5, o Coritiba partiu para o ataque. Porém, o time deixou espaços na defesa.
Aos 28 minutos, o Atlético-PR marcou o único gol do jogo. Paulo Baier cruzou para Guerrón, que marcou o sexto gol dele no Campeonato Brasileiro. Gol que não era suficiente para salvar o Furacão. Mas que tirava o Coritiba do G-5. Tanto que, após o gol, de forma irônica, os atleticanos gritaram "Libertadores".
Nos últimos minutos, o Coritiba avançou a marcação e tentou marcar em chutes de longa distância. O Furacão ameaçou nos contra-ataques. Ambos sem sucesso. Ruim para o Coritiba, que desperdiça a chance de voltar à Taça Libertadores. Pior para o Atlético-PR, rebaixado após 16 anos seguidos na Série A.
ATLETICO-GO 5 X 1 AMERICA-MG
Foi um jogo de um time só. Rebaixado e desfalcado, o bravo América-MG, que teve um alto aproveitamento na reta final do Brasileirão, não ofereceu resistência ao Atlético-GO, que com facilidade venceu por 5 a 1. Com o triunfo, os goianos terminam na 13ª colocação, com 48 pontos e se classificam pela primeira vez em sua história para a Copa Sul-Americana. O Coelho, 19º colocado, jogará a Série B em 2012.
Mal tinha dado tempo de a bola rolar e o Dragão já mostrava que seria soberano. Aos 20 segundos, Felipe avançou pela intermediária e chutou cruzado. A bola tirou tinta da trave. O rubro-negro dominou a posse de bola desde o início e infernizou a vida do rival, sobretudo pelo lado direito do campo. Aos 11 minutos, o meia Ernandes recebeu a bola perto da área adversária e deu um passe magistral para Felipe. Livre, o atacante apenas escolheu o canto e abriu o placar para os donos da casa.
Felipe, autor de um dos gols do Atlético-GO, domina a bola no Serra Dourada(Foto: Adalberto Marques / Agência Estado)
O segundo gol não demorou a sair. O goleiro Márcio, que já tinha feito dois gols de pênalti na competição, esperou a última rodada para balançar as redes em uma cobrança de falta. E que cobrança. Mesmo distante do gol, o arqueiro acertou o ângulo do estreante Glaycon, que se esticou todo, mas não alcançou a bola: 2 a 0.
Com três zagueiros e um time lento em campo, o América-MG se limitava a defender e tentar atacar o adversário em lances de bola parada. Mesmo assim, o Coelho esbarrava na eficiência dos zagueiros Anderson e Gilson. Em vantagem no placar, a equipe da casa pressionava para garantir de uma vez por todas que o jejum de sete partidas sem vitória iria acabar.
O Dragão quase ampliou o marcador quando Rafael Cruz lançou Thiaguinho. O meia deu belo cruzamento para Anselmo, que de carrinho tirou tinta da trave. Aos 39, Thiaguinho cobrou falta na cabeça de Gilson, que subiu mais alto e marcou de cabeça: 3 a 0 Atlético-GO.
No segundo tempo, o time da casa relaxou e não repetiu a boa atuação da etapa inicial. O fato mais curioso ficou por conta da substituição de Gilson, contundido, por Paulo Henrique, no intervalo. O zagueiro entrou em campo sem comunicar a alteração ao delegado da partida. Aos três minutos, o árbitro Heber Roberto Lopes foi obrigado a paralisar o jogo e advertir o atleta com cartão amarelo.
O mesmo Paulo Henrique, em tarde infeliz, foi determinante para o gol de honra do América-MG. Aos 13 minutos do segundo tempo, Thiago Carleto cobrou falta para a área do Dragão, o zagueiro rubro-negro tentou afastar e mandou a bola para o fundo das próprias redes: 3 a 1 Atlético-GO.
O Coelho continuou melhor e criou duas boas oportunidades com Thiago Carleto e Fábio Júnior. Mas o dia era especial para os donos da casa. Praticamente garantido na Sul-Americana, o técnico Hélio dos Anjos promoveu a entrada de Anailson em campo. O meia, que completou cinco temporadas no Atlético-GO, se despediu do Dragão neste domingo.
Aos 33 anos, Anailson pretende jogar em outro time por mais uma temporada e retornar ao rubro-negro no ano seguinte para trabalhar no clube em outra função. O jogador foi homenageado pela diretoria na última sexta-feira e retribuiu com um golaço. Aos 26 minutos, o meia recebeu passe de Pituca na entrada da área, percebeu o goleiro adversário adiantado e marcou por cobertura. Ainda tinha tempo para mais um. Paulo Henrique se redimiu do gol contra a ampliou de cabeça no fim da partida: 5 a 1 Atlético-GO.
VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Há muito tempo que um Vasco x Flamengo não traduzia de forma tão literal a velha frase de que o duelo é um campeonato à parte. Mesmo com apenas o primeiro com chance de conquistar o Brasileirão 2011 em caso de vitória no Engenhão e derrota do Corinthians para o Palmeiras, a partida teve tensão e emoção do início ao fim, já que o Flamengo brigava por uma vaga na Libertadores e sonhava estragar possível festa do rival. E num confronto de bastante equilíbrio, com cada time superior em uma etapa, os rubro-negros conseguiram o empate por 1 a 1, que carimba o passaporte para a competição sul-americana - o adversário na Pré-Libertadores será o Real Potosí, na altitude da Bolívia. O time de Vanderlei Luxemburgo encerrou o Brasileirão na quarta posição, com 61 pontos, dez a menos que o campeão Corinthians.
Diego Souza, para o Vasco, no primeiro tempo, e Renato Abreu, para o Flamengo, no segundo, marcaram os gols da partida, que teve três expulsões - Jumar, Renato Abreu e o meia vascaíno Felipe, este após o apito final. Apesar do resultado que não deu o sonhado penta brasileiro, a torcida vascaína, que reclama de pênalti não marcado de Willians em Diego Souza no primeiro tempo, comemorou o empate como conquista de título. É bom lembrar que, mesmo se os cruz-maltinos saíssem de campo com vitória, não teriam sido campeões, já que o Corinthians conseguiu o empate por 0 a 0 com o Palmeiras que lhe assegurava o primeiro lugar na tabela.
Do lado rubro-negro, o resultado, bastante celebrado também pela torcida, pode significar a permanência de Thiago Neves e Ronaldinho. O camisa 10, que teve um primeiro tempo apagado, fez boas jogadas na segunda etapa. O craque declarou, ao fim da partida, que se depender dele permanecerá no Rubro-Negro para a Libertadores, que terá três clubes cariocas na competição pela primeira vez (Flamengo, Vasco e Fluminense).
Num duelo de titãs, Dedé e Ronaldinho empurraram times no segundo tempo (Foto: Maurício Val / Vipcomm)Vasco melhor
O Vasco, que entrou em campo com a faixa "Força, Ricardo Gomes, estamos com você", mostrou desde o primeiro minuto que tomaria a iniciativa do jogo. Com um time bem posicionado, consistente na defesa, marcador no meio-campo e perigoso no ataque, saiu com a vitória nos primeiros 45 minutos com toda justiça. O Flamengo, com formação surpreendente de Vanderlei Luxemburgo, optando por Negueba no ataque ao lado de Ronaldinho, dava sinais que exploraria os contra-ataques, apesar de ter feito a primeira boa jogada, quando Fierro bateu cruzado, à direita de Fernando Prass.
Com Nilton, Romulo e Fellipe Bastos marcando forte no meio-campo, o técnico Cristóvão Borges deixava claro que daria liberdade total a Felipe para criar. E surgiu dos pés do camisa 6 a primeira boa trama do Vasco, pela meia-direita, quando deu um belo passe para Fágner bater com força, de efeito, dando susto no goleiro Felipe.
No duelo de talentos, Ronaldinho - ironizado pela torcida do Vasco com música referente à polêmica de vídeo divulgado na internet no qual estaria se masturbando - ficava isolado pelo lado esquerdo e pouco se mexia. A melhor opção era pela direita, com um Léo Moura mais ofensivo. E dos seus pés começou troca de passes com Fierro e Negueba até parar em Thiago Neves, que mandou de canhota rente à trave. Foi a melhor jogada da equipe no primeiro tempo.
Gol vascaíno
Daí em diante, o Flamengo se empolgou e começou a deixar espaços, principalmente no seu lado direito defensivo. Foi por ali que o Vasco fez a jogada que gerou muitas reclamações, e justas. Diego Souza arrancou pela meia-esquerda e foi puxado pela camisa por Wlillians até o interior da grande área. Pênalti claro que o árbitro Péricles Bassols não marcou.
O camisa 10 cruz-maltino começava a aparecer na partida. A forte marcação no meio-campo fez o Vasco retomar o domínio. O time se mexia mais. Jumar já continha a jogada de Fierro e Léo Moura. Fellipe Bastos e Romulo davam velocidade à meia-cancha, e até Nilton resolveu dar uma bela arrancada pelo lado direito. Passou como quis por Fierro e centrou para Diego Souza, livre de marcação, testar firme, sem defesa para Felipe: 1 a 0 Vasco, aos 29 minutos, com direito à comemoração do trem-bala.
A torcida vascaína se empolgou no Engenhão. Faltava o gol do Palmeiras sobre o Corinthians no Pacaembu para a festa ficar completa. O Flamengo sentia o golpe. Ronaldinho já buscava jogo pela direita, mas sem a menor inspiração. Thiago Neves acabou prejudicado após uma dividida com Dedé e custou a retomar o ritmo da partida. Confuso, Negueba saía muito da área, o que facilitava a marcação vascaína.
A tensão era visível dos dois lados. Willians e Felipe Bastos se estranharam após uma dividida. O meia Felipe reclamava da arbitragem e estimulava os companheiros. Alecsandro levou perigo mais duas vezes ao gol rubro-negro. Na segunda, obrigou Felipe a mandar para escanteio um tiro perigoso pela direita. E o primeiro tempo acabava com incontestável superiodade vascaína.
Fla muda e empata
Vanderlei reconheceu o erro na escalação inicial e mudou os planos. Saíram Negueba e Fierro, entraram Deivid e Muralha. Com a derrota parcial, o Flamengo corria risco de ficar fora da Libertadores. O segundo tempo começou com emoção para os dois lados. Primeiro foi o Vasco, com Felipe rolando mais uma vez para Fágner quase ampliar. Do lado rubro-negro, o despertar de Ronaldinho Gaúcho deu início à reação: primeiro, o camisa 10 serviu no meio para Muralha bater com perigo, à direita de Prass. Depois, R10 lançou na esquerda para Deivid limpar a jogada e tocar para Renato Abreu, que se livrou da marcação e colocou de canhota, no fundo das redes, empatando a partida aos 10 minutos.
Mais bem armado, com Muralha saindo mais para o jogo e Alex Silva bem na defesa, o Flamengo cresceu, e aos 21 minutos o time reclamou de pênalti de Dedé em Ronaldinho Gaúcho, em lance duvidoso. O árbitro mandou seguir.
Cristóvão mexeu no Vasco. Tirou Felipe e Fellipe Bastos, dois dos maiores destaques do time, e pôs Bernardo e Eduardo Costa. Logo em seguida, Junior César arrancou pela direita - isso mesmo, pela direita - até levar entrada por trás de Jumar, que já tinha cartão amarelo. O árbitro Péricles Bassols não hesitou em dar o vermelho